Todos juntos

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quarta-feira, 2 de maio de 2018

SEXUALIDADE E A PÓS-MODERNIDADE – LIÇÃO 13





SEXUALIDADE E A PÓS-MODERNIDADE – LIÇÃO 13

Base bíblica 2 Samuel 13.19

“Então Tamar tomou cinza sobre a cabeça, rasgou a túnica talar de mangas compridas que trazia pós as mãos sobre a cabeça e se foi andando e clamando” 2Samuel 13.19


Alvo da lição
Saber
Sentir

Agir
Ter consciência da benção da sexualidade dentro dos propósitos de Deus, e as dores da sexualidade fora deles;

Propor-se a um viver santo e agradável a Deus;

Controlar os instintos sexuais para não pecar.


.
Não existe nem existirá um livro como a Bíblia. Nela encontramos conselhos que nos orientam como nos relacionar com Deus e com as pessoas que nos rodeiam, para alcançar a realização plena em nossa vida.

A sociedade em que vivemos que inverter os valores absolutos que encontramos na palavra de Deus, forçando-nos a viver segundo o curso deste mundo.
Todos nós em geral, mas em especial vocês, jovens, são bombardeados pela TV, pela internet, pelo rádio, na escola, no trabalho, pelas bancas de jornal... Sendo convidados a atender aos apelos da sensualidade. Muitos de vocês têm resistido com a graça de Deus a esses ataques; outros têm caído e se levantado novamente, alcançado a restauração;
Mas muitos que têm caído não têm forças suficiente para abandonar o pecado, sofrendo os danos emocionais e psicológicos devastadores de uma relação sexual pré-matrimonial.
Deus deseja que você escolha andar nos seus caminhos; que escolha uma pessoa para compartilhar com ela a sua vida, e que ambos tenham um compromisso com a moral e sejam um referencial para este mundo perdido.
O jovem sempre tem lutado com seus impulsos sexuais não só nestes tempos pós-modernos. Preste atenção a esta historia relatada em 2Samuel 13.1-19 e grave no coração os seus ensinamentos.


1.          Apaixonando por uma moça bonita

“ tinha Absalão, filho de Davi, uma formosa irmã, cujo nome era Tamar”.

Lembre-se de que Davi era o rei de Israel, e tinha uma filha muito bonita. Na Bíblia há palavras para preencher o espaço, e quando ela diz que era bonita, é porque era realmente muito bonita!
Moça bonita, cuidado! É muito perigoso brincar com a sua beleza. Tudo pode ser usado par o bem, e tudo pode ser usado para o mal. A beleza pode ser usada para o bem ou para o mal. Cuidado com as roupas que você usa, cuidado com as suas atitudes, cuidado para não usar sua beleza brincando com os sentimentos dos outros.

2Samuel 13.1-2

“Amnom, filho de Davi, se enamorou dela. Angustiou-se Amnom por  Tamar, sua (meia) irmã, a ponto de adoecer”

Em outras palavras, Amnom estava perdidamente apaixonado! Escrevia o nome de Tamar no seu caderno, desenhava corações, escrevia musicas, cantava “ estou apaixonado”, não comia direito, suspirava até três vezes por minuto... a ponto de ficar doente.

Até aqui não há nada de mau. Não é pecado ter sentimentos por outra pessoa, mas pode ser pecado aquilo que você faz com os seus sentimentos. Não temos como impedir que os pássaros voem em cima de nossa cabeça, mas temos como impedir que eles façam ninhos.

Mais, o que tinha Tamar que fez com que Amnom se apaixonasse perdidamente por ela? Maças prestam atenção a estas três virtudes:

1º. Formosa
2º. Virgem
3º. Parecia-lhe impossível

Há homens que são estimulados pelos desafios que têm pela frente, seu eterno desejo de conquista. É por isso que uma moça bonita, virgem e difícil se tornava um grande troféu para qualquer rapaz, em especial para Amnom.

2.  Cuidado com os amigos astutos!

“tinha, porem, Amnom um amigo(seu primo) cujo nome era Jonadabe,...
Jonadabe era um homem mui sagaz (astuto, malandro)”.


Rapaz crente: os astutos estão sempre por perto, e vão ter uma solução para qualquer dúvida ou problemas que você tenha. Parece que os conselhos deles “nunca falham”. Eles vão estar sempre por perto de você, dizendo: “você não é homem?”, “ não tem perigo, é só usar camisinha”.
2Samuel 13.4

E ele lhe disse: Por que tanto emagreces de dia para dia, ó filho de rei? Não mo dirás? (você está parecendo um palito de dente, o que está acontecendo? Não vai contar para o seu melhor amigo?) Então, lhe disse Amnom: Amo Tamar, irmã de Absação, meu irmão”.

Cuidado com as pessoas que não têm valores morais (astutos, malandros). Nunca lhes conte os seus segredos, nem tome conselhos com eles.
E o astuto lhe disse: “ Deita-te na tua cama e finge-te doente; quando teu pai vier visitar-te dize-lhe: peça-te que minha irmã Tamar venha e me de comer pão, pois, vendo-a eu preparar-me a comida, comerei de sua mão”
2Samuel 13.9-11
“Tamar logo a assadeira e virou os bolos diante dele, porém ele recusou comer. Disse Amnom: Fazei retirar a todos da minha presença. E todos se retiraram... Tomou Tamar os bolos que fizera e os levou a Amnom, seu irmão, à câmara ( seu quarto) Quando lhos oferecia para que comesse, pegou-a e disse-lhe: Vem, deita-te comigo, minha irmã”.

3.   Resultados de uma relação sexual pré-matrimonial

Observa nos versículos 13 e 13 o que acontece numa relação sexual pré-matrimonial. A Bíblia afirma, e o confirmam os milhares de jovens confusos, os traumas sofridos na adolescência ou na mocidade.
Ø    Não me forces: a relação sexual pré-matrimonial é um ato de egoísmo e de violência contra as emoções e os sentimentos de um ser humano.
Ø    Porque não se faz assim em Israel: nem no Brasil, não importa o que digam a TV, os filmes ou as novelas.
Ø    Não faças tal loucura: numa relação sexual pré-matrimonial perde-se a noção da realidade das consequências físicas, emocionais, psicológicas e espirituais da outra pessoa.
Ø    Porque aonde irei eu com a minha vergonha?:  A relação sexual pré-matrimonial traz culpa e vergonha, resultado contrários aos que Deus preparou para o casamento.
Ø    Tu serias como um dos loucos de Israel:  ainda que na sociedade atual seja algo normal diante de Deus continua sendo pecado.

Conclusão

Rapaz crente: você quer ser conhecido como o malandro do pedaço? Aquele irresponsável que não tem compromisso com ninguém? Ou quer ser conhecido como um servo fiel do Senhor Jesus?
Moça crente: lembre-se de que uma pequena falta de cuidado pode trazer enormes consequências. Em se tratando de relacionamentos com um namorado, ou até mesmo um amigo próximo, todo o cuidado é pouco.

Para moças e rapazes: de nada valem minutos de prazer que trazem serias consequências para toda a vida. 

Acesse os links! 

 Sexualidade e Jovens Cristão Bloco 1- https://youtu.be/SKQFN-IyBxc 
Sexualidade e Jovens Cristão Bloco 2-https://youtu.be/FhJpyRszSMA
Marturbação e namoro cristão -https://youtu.be/FpFhw67Wgts


sábado, 14 de abril de 2018

LIÇÃO 10 - Modernidade: um desafio à comunhão








LIÇÃO 10 - Modernidade: um desafio à comunhão


1.Texto Bíblico Básico: Romanos 12:9-21.
2. Para Memorizar: “O  amor seja sem hipocrisia. detestai o mal, apegado-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal.” (Rom. 12.09 -10)
3. Objetivo: Compreender comunhão como o modo de realização da missão da igreja.
Introdução
Numa sociedade em que impera o egoísmo e a competitividade por causa do consumo, a tendência é que cada vez mais pessoas se fechem para a o outro, relativisando sua presença, negando o princípio básico de realização do humano enquanto pessoa revelado no N.T, seja, o coletivo. Cada vez mais afeiçoados aos relacionamentos digitais, virtuais, pessoas se distanciam, com a falsa idéia, talvez inconsciente, de que se esta encurtando o espaço.
O contato físico, a proximidade, a conversa à mesa, tão essencial à comunhão e ao desenvolvimento dos laços fraternos ensinados e vividos por Jesus e seus discípulos, são, nesse contexto, impraticáveis, pois exigem algo que o Mestre de Nazaré enfatizou até seus últimos momentos no Getsêmani, gostar e precisar de gente por perto (Mt 26.38; Mc 14.34).
O amor é o alicerce da comunhão, e amor é cultivado pela presença e contato com o outro, com o semelhante. A igreja enfrenta nesse contexto o desafio de não se perder como comunidade, de não se tornar lugar onde é cada um por si.

Na pós-modernidade a igreja tem diante de si a difícil tarefa de cumprir com as palavras de Jesus: “Nisto conhecereis todos que sois meus discípulos: e tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.35). Amamos através da vida comunitária e nos identificarmos uns com os outros não como indivíduos isolados que se encontram semanalmente para buscar interesses próprios, mas como comunidade que vive um para o outro, e encontra nesse outro motivo para se entregar no serviço (Fp 1.23-26).
Podemos pensar em algumas ênfases na comunhão que podem nos ajudar a cumprir com a vontade de Deus para sua igreja, ao mesmo tempo em que, firmado essas ênfases, podemos seguir nas pegadas de Jesus, que andou na contramão de um sistema que insistentemente negava o semelhante pela via do individualismo.
Podemos, a partir daqui, relacionar e fazer um contraste entre a forma como as pessoas se relacionam na pós-modernidade e o ensino das Escrituras sobre como cultivar os relacionamentos de acordo com a vontade de Deus.
  • Relacionamentos superficiais. Na pós-modernidade os relacionamentos são superficiais, distantes, o contato é evitado - um dos veículos que se presta a aumentar essa distância é a internet. Agravado pela competitividade do mercado que faz com que cada um busque seus próprios interesses - daí o individualismo, como já apontamos anteriormente -, quando absorvido pela igreja, tal comportamento, deforma sua missão, e produz indiferença entre os semelhantes, contrapondo com a vontade de Cristo de que todos sejam um assim como ele é com o Pai (Jo 17.21).
  • Relacionamentos profundos. Jesus nos dá um exemplo sem forçar o ensino, apenas andando, ensinando, comendo junto, se alegrando, se entristecendo, e amando como seus amigos, doze homens diferentes entre si, em todos os sentidos.
    O ministério de Jesus é o exemplo mais vivido, se quisermos chamar de padrão a ser imitado, de como devemos agir e reagir às pessoas. Jesus agia e reagia sempre na ótica da compaixão (Mt 9.36; Mt 14.14; Mt 15.32; Mt 18.27; Mc 1.41; Mc 15.19).
  • Relacionamentos com base em grupos privados (panelinha). “Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo...em acepção de pessoas” (Tg 2.1). Embora nos tempos da igreja primitiva muitos já eram seletivos em suas amizades dentro da própria igreja, em nosso tempo ser seletivo formando grupos privados é ainda mais agravante, pois como vimos, há uma forte tendência, mais que em outras épocas, à que os indivíduos se isolem, que, em meios urbanos como o nosso tornam-se prezas fáceis à depressão.
Em lugar buscar o interesses comuns de “suportarmos uns aos outros” (Cl 3.13), cada um passa a buscar aquilo que é de seu próprio interesse, resumindo seu convívio à algum grupo que também seja seletivo em sua comunhão
O apóstolo Paulo parece estar corrigindo esse tipo de comportamento na igreja de Corinto: “Cada um de vós dizem: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu de Cristo” (1Cor 1.12).
  • Relacionamentos que não cultivam interesses privados. O apóstolo Paulo em duas ocasiões fala sobre termos como fonte do nosso cuidado e preocupação o outro, colocando sempre esse outro como o centro da nossa atenção e cuidado (1 Co 10.24; FP 2.4).
Para o apóstolo Paulo a vida do outro me diz respeito, tanto que meus interesses devem ser secundários, enquanto que o interesse do outro é que deve ser buscado. O próprio Jesus viveu uma vida voltada sempre para o outro, seu projeto de vida é um projeto de entrega total aos semelhantes, a ponto de dar por estes suas carne e seu sangue.
Nenhum ser humano é uma ilha, escreve John Donne num de seus mais famosos poemas. Jesus sabia disso, tanto que na sua hora mais difícil (Getsêmani) pediu aos amigos que lhe fizessem compania. Ninguém resiste sozinho aos baques da vida, ainda mais quando assume um propostas de vida tão radical como é o Evangelho.
O Evangelho é um chamado à cumprirmos juntos esse projeto de vida chamado cruz de Cristo. Projeto que, embora assumido individualmente, pois cada um deve decidir por si, só pode ser concretizado na comunhão com os santos, que também abraçaram a mesma proposta do Mestre.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Lição 10 - As Manifestações do Espírito Santo

Lição 10 - As Manifestações do Espírito Santo















Classe: Adultos
Revista: Do professor - CPAD
Data da aula: 3 de Setembro de 2017
Trimestre: 3° de 2017

Texto Áureo
"Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar." (At 2.39)

Verdade Prática
Cremos na atualidade do batismo no Espirito Santo e dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação.

LEITURA DIÁRIA
- Segunda: At 2.1-4 - A descida do Espírito no dia de Pentecostes
- Terça: At 2.33 - O batismo no Espírito Santo é resultado da obra de Cristo
- Quarta: At 10.44-46 - A glossolalia
- Quinta: 1Co 12.1 – Não devemos ser ignorantes acerca dos dons espirituais
- Sexta: 1Co 12.7 - Os dons espirituais
- Sábado: 1Co 12.4 - São muitos os dons espirituais

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 2.1-6; 2Coríntios 12.1-7
Atos 2 .1 E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;
2 E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
4 E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
5 E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.
6 E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
2 Coríntios 12 .1 EM verdade que não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor.
2 Conheço um homem em Cristo que há catorze anos ( se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe ) foi arrebatado ao terceiro céu.
3 E sei que o tal homem ( se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe )
4 Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar.
5 De alguém assim me gloriarei eu, mas de mim mesmo não me gloriarei, senão nas minhas fraquezas.
6 Porque, se quiser gloriar-me, não serei néscio, porque direi a verdade; mas deixo isto, para que ninguém cuide de mim mais do que em mim vê ou de mim ouve.
7 E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.

HINOS SUGERIDOS: 85,122, 290 da Harpa Cristã



OBJETIVO GERAL
Mostrar que o batismo no Espírito Santo e os dons espirituais estão disponíveis a todo crente.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico l com os seus respectivos subtópicos.

(I)           Apontar as implicações doutrinárias da descida do Espírito Santo;
(II)         Explicar a natureza das línguas.
(III)       Mostrar o significado e o propósito do batismo no Espírito Santo;
(IV)      Afirmar a atualidade dos dons espirituais.

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, prezada professora, esta lição é uma exposição sobre um dos mais importantes temas da teologia pentecostal: batismo no Espírito Santo. Essa doutrina trata de uma experiência bíblica, histórica e atual que ao longo da história do Movimento Pentecostal tem sido amplamente reafirmada.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
As manifestações do Espírito de Deus, tais como veremos, dizem respeito, primeiramente ao batismo no Espírito Santo e aos dons espirituais. São dois temas da teologia pentecostal que nunca se esgotam e são importantes porque se tratam de evidências bíblicas de que a comunicação divina com o seu povo, e com cada crente individual, nunca cessou. Não somente a Bíblia, mas também o testemunho da história, e da experiência cristã, corrobora essa verdade. É sobre isso que trata o nosso estudo.
 


A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO

1. A experiência do Pentecostes.
Não é difícil descobrir na Bíblia o que é o batismo no Espírito Santo. João Batista disse: "E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo" (Mt 3.11).  Há inúmeras interpretações dessa passagem. No entanto, o próprio Senhor Jesus se referiu a esse batismo como a promessa do Pai (At 1.4) e acrescentou: "Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias" (At 1.5). Essa declaração vincula Mateus 3.11 com a experiência do dia de Pentecostes relatada em Atos 2.2-4.
A prova disso é que o apóstolo Pedro identificou a experiência de Cornélio (At 10.44-46) com a promessa anunciada por João Batista e reiterada pelo Senhor Jesus (At 11.15-17).

PONTO CENTRAL
As manifestações do Espírito Santo são atuais.

2. Batismo "no" Espírito Santo ou "com o" Espírito Santo?
As duas traduções são legítimas à luz da gramática grega e aceitáveis de acordo com o contexto. A ideia de batismo no Novo Testamento é de imersão, submersão (Rm 6.3,4; Cl 2.12).

A Almeida Revista e Atualizada tem uma nota em Mateus 3.11 e Atos 1.5 informando "com; ou em" e a Nova Versão Internacional também traz uma nota similar. A Versão Almeida Revisada da Imprensa Bíblica Brasileira emprega "batizar em água" e "balizar no Espírito Santo" nas referidas passagens, respectivamente. Nós adotamos "em água" e "no Espírito Santo", pois "com", pode parecer aspersão, o que contradiz a ideia de imersão.

3. Os sinais sobrenaturais.
Há três sinais que mostram a ação sobrenatural do Espírito Santo por ocasião de sua descida no dia de Pentecostes: o som como de um vento (At 2.2), a visão das línguas repartidas como que de fogo (2.3) e o falar em línguas (2.4). Os dois primeiros sinais jamais se repetirão, pois foram manifestações exclusivas que tiveram como objetivo anunciar a chegada do Espírito Santo. Alguém tão importante quanto o Filho, cuja encarnação e nascimento em Belém, ainda que extraordinários, porque o verbo se fez carne (Lc 2.9-11; Jo 1.4), tiveram sinais semelhantes.
Além marcar a chegada do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, as manifestações sobrenaturais também inauguraram a (Igreja. Assim, o som soava como vento, mas não era vento, e da mesma forma visão não era fogo, mas lembrava o fogo de Deus (Êx 3.2; 1Rs 18.38). Foi um acontecimento singular, algo que ocorreu uma única vez.

SÍNTESE DO TÓPICO l
O vento, a visão das línguas e o falar em línguas remontam a descida do Espírito Santo em Pentecostes.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Para auxiliar na preparação da sua aula, há alguns termos importantes que você deve conhecer bem a fim de ter êxito no assunto em foco. Por isso, reproduzimos esses três termos a fim de enriquecer a explicação deste tópico, Observe o quadro abaixo.
PENEUMATOLOGIA
PARACLETO
GLOSSOLALIA
[De pneuma, espírito + logia, estudo] Estudo sistemático da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade [,..]. Onde a análise da pessoa obra e ministério do Espírito Santo é contemplada.   
Advogado. Defensor. Um dos títulos do Espírito Santo.           
A glossolalia, conhecida também como dom de línguas, línguas estranhas ou variedades de línguas, é um dom espiritual que, à semelhança dos demais [...], continua atual e atuante na vida da Igreja. O objetivo da glossolalia é anunciar sobrenatural e extraordinariamente o Evangelho de Cristo, como aconteceu no Dia de Pentecoste (At 2).

II - A NATUREZA DAS LÍNGUAS
1. Fonte.
As línguas do Pentecostes eram sobrenaturais, pois foram caracterizadas como "outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (At 2.4). O termo grego para "outras" aqui é héterais, de héteros, "outro de tipo diferente".

Há quem questione esse conceito, mas a fonte delas é o próprio Espírito Santo, o que torna a evidência visível e contundente. A outra evidência está presente na audição, e não simplesmente na fala, pois "cada um os ouvia falar em sua própria língua" (2.6). Lucas repete essa informação por mais duas vezes (vv.8,11). E, no versículo 11, ele acrescenta: [...] "Todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus".
 


2. A glossolalia.
É a manifestação das línguas estranhas no batismo no Espírito Santo bem como das línguas como um dos dons espirituais. Trata-se um termo técnico de origem grega glossa, "língua, idioma", e de lalia, "modo de falar" (Mt 26.73), conjugado à "linguagem" (Jo 8.43), substantivo derivado do verbo grego lalein, "falar". A expressão lalein glossais, "falar línguas" (1Co 14.5), é usada no Novo Testamento para indicar "outras línguas". É importante saber que as línguas manifestas no dia de Pentecostes são as mesmas que aparecem na lista dos dons espirituais (1Co 12.10,28; 14.2). Ambas são de origem divina e sobrenatural, mas são diferentes apenas quanto à função.

3. Sua continuação.
O falar em "outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (At 2.4), é a evidência inicial do batismo no Espírito Santo. Essa experiência se repete na história da Igreja. Isso aconteceu na casa do centurião Cornélio: "E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus" (At 10.45,46), exatamente como aconteceu no dia de Pentecostes. Outra vez, o mesmo fenômeno acontece com a chegada de Paulo em Éfeso, em sua terceira viagem missionária (At 19.6). As línguas, as profecias e a ciência são válidas para os nossos dias, mas vão cessar por ocasião da vinda de Jesus (1 Co 13.8-10).

SÍNTESE DO TÓPICO II
As línguas do Pentecostes, Línguas estranhas, são de natureza sobrenatural.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"[.,.] A xenolalia é, ao mesmo tempo, a mais difícil variação da glossolalia para documentar e a mais amplamente registrada. Por exemplo, Emílio Conde relatou, na obra História das Assembleias de Deus no Brasil, p.67, que no primeiro batismo nas águas na cidade de Macapá (AP), em 25 de dezembro 1917, a nova convertida Raimunda Paula de Araújo, ao sair das águas foi batizada com o Espírito Santo. Ela falou em línguas estranhas com tanto poder que os assistentes encheram-se de temor de Deus. Os judeus negociantes da cidade haviam comparecido ao batismo. Um deles, Leão Zagury, ficou tão emocionado e maravilhado com a mensagem que ouvira que não se conteve e clamou em alta voz no meio da multidão: 'Eis que vejo a glória do Deus de Israel, pois esta mulher está falando a minha língua'. O judeu não era crente. Porém, Deus, através da crente Raimunda, falou-lhe em hebraico" (ARAÚJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.332).

Ill - SIGNIFICADO E PROPÓSITO

1. O batismo no Espírito Santo não é sinônimo de salvação.
Trata-se de bênçãos diferentes. Todos os crentes em Jesus já têm o Espírito Santo. Na regeneração, o Espírito promove o novo nascimento, que é um ato direto do Espírito Santo (Jo 3-6-8). O pecador recebe o Espírito no exato momento em que aceita, de verdade, a Jesus (Cl 3.2; Ef 1.13). Os discípulos de Jesus já tinham seu nome escrito no céu (Lc 10.20) e igualmente tinham o Espírito Santo mesmo antes do Pentecostes (Jo 20.22).

2. Definição e propósitos.
O batismo no Espírito Santo é o recebimento de poder espiritual para realizar a obra da expansão do Evangelho em todo o mundo (Lc 24.46-49). O seu propósito é capacitar o crente a viver uma vida cristã vitoriosa e, sobretudo, para testemunhar com ousadia sobre a sua fé em Cristo (At 1.8). É um revestimento de poder para viver a vida regenerada, um poder espiritual que contribui para a edificação interior da vida cristã do crente e que o ajuda quando a mente não pode fazê-lo.

SÍNTESE DO TÓPICO III
O duplo propósito do batismo no Espírito remonta a expansão do Evangelho e a capacitação do crente.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"[...] Os pentecostais acreditam que a experiência distintiva do batismo no Espírito Santo, tal como Lucas a descreve, é crucial para a Igreja contemporânea. Stronstad diz que as implicações da teologia de Lucas são claras: Já que o dom do Espírito era carismático ou vocacional para Jesus e a Igreja Primitiva, assim também deve ter uma dimensão vocacional na experiência do povo de Deus hoje'. Por quê? Porque a Igreja hoje, da mesma forma que a Igreja em Atos dos Apóstolos, precisa de poder dinâmico do Espírito para evangelizar o mundo de modo eficaz e edificar o corpo e Cristo. O Espírito veio no dia de Pentecostes porque os seguidores de Jesus precisavam de um batismo no Espírito que vestisse de poder o seu testemunho, de maneira que outros pudessem também entrar na vida e na salvação'. E, por ter vindo no dia de Pentecostes, o Espírito volta repetidas vezes, visando o mesmo propósito" (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal o de Janeiro: CPAD, 1996, p.456).

IV - OS DONS ESPIRITUAIS

1. Os dons espirituais.
São manifestações do poder de Deus que nos capacitam a continuar a missão de Cristo no mundo e as demonstrações desse poder na vida da Igreja (At 1.8). A Igreja não se sustenta sozinha, por isso o Senhor Jesus enviou o Espírito Santo (Jo 14.16-18). Há pelo menos três listas desses dons (Rm 12.6-8; 1Co 12.8-10,28-30), embora não ousamos dizer que sejam apenas esses, pois não existe uma lista exaustiva deles no Novo Testamento.

2. Os dons são dados aos crentes individualmente.
A manifestação dos dons ocorre por meio das três Pessoas da Trindade: pelo Espírito, na "diversidade de dons" (1Co 12.4); pelo Senhor, na "diversidade de ministérios" (v.5); e pelo Deus Pai, na "diversidade de operações (v.6). Mas a fonte dos dons é o Espírito Santo e, por isso, essa manifestação é dada por Ele "a cada um para o que for útil" (1Co 12.7) e não para exibição ou ostentação do crente, porque o mérito é do Senhor Jesus (At 3.12). Outra vez o apóstolo enfatiza a origem dos dons, o Espírito Santo, pois reconhece que é este mesmo quem "opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer" (1Co 12.11).

SÍNTESE DO TÓPICO IV
Os dons espirituais são dádivas atemporais de Deus dadas a cada crente.

CONHEÇA MAIS
Glossolalia
"[Do gr. glosso, língua + latia, falar em língua] Dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, que capacita o crente a fazer enunciados proféticos e de enaltecimentos a Deus em línguas que lhe são desconhecidas. [...] A glossolária, conhecida também como dom de línguas, línguas estranhas ou variedade de línguas, é um dom espiritual que, à semelhança dos demais, não ficou circunscrito aos dias dos apóstolos: continua atual e atuante na vida da Igreja". Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, pp.201-02.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO IV
Dons Espirituais.
Recursos extraordinários que o Senhor Jesus Cristo, mediante o Espírito, colocou à disposição da Igreja, visando:
1) o aperfeiçoamento dos santos;
2) a ampliação do conhecimento, do poder e da proclamação do povo de Deus; e:
3) chamar a atenção dos incrédulos à realidade divina. Os dons espirituais dividem-se em três grupos:

l - Dons de Revelação. Palavra da sabedoria, palavra do conhecimento e discernimento de espíritos. Através dos quais a igreja é capacitada a conhecer de maneira sobrenatural.
Il - Dons de Poder. Fé, Maravilhas e Cura. Por intermédio dos quais a Igreja pode agir de forma extraordinária.
Ill - Dons de Alocução. Línguas, interpretação e profecia. Por meio dos quais a Igreja recebe a graça de proclamar os arcanos divinos de modo milagroso (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.127-28).

CONCLUSÃO
A descida do Espírito Santo é acompanhada dos dons espirituais. Eles são atuais na vida da Igreja e são dados a cada um para o que for útil, sempre para o bem da igreja local. Trata-se de ferramentas importantes e indispensáveis para os crentes, razão pela qual devemos lhes dar a devida atenção.

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PARA REFLETIR
A respeito das manifestações do Espírito Santo, responda:
• Qual sinal sobrenatural ocorrido no dia de Pentecostes que se repete na história da Igreja?
A glossolalia.
• O que é a glossolalia?
É a manifestação das línguas estranhas no batismo no Espírito Santo bem como das línguas como um dos dons espirituais.
• Qual é a evidência inicial do batismo no Espírito Santo?
O falar em "outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (At 2.4), é a evidência inicial do batismo no Espírito Santo.
• Qual o propósito do batismo no Espírito Santo?
O seu propósito é capacitar o crente a viver uma vida cristã vitoriosa e, sobretudo, para testemunhar com ousadia sobre a sua fé em Cristo (At 1.8).
• Que são dons espirituais?
São manifestações do poder de Deus que nos capacitam a continuar a missão de Cristo no mundo e as demonstrações desse poder na vida da Igreja (At 1.8).